Não sei se sou eu que sou esquisita ou se os ministros realmente são algo de surrealista... Eis-me de volta.

Não sei se terei algo de novo para dizer ou se, caso não tenha, valerá a pena chover no molhado, mas cá estou a desenterrar um Cartel que, confesso, julgava morto e enterrado...
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sábado, 10 de setembro de 2011

novo modelo de avaliação de professores com acordo assinado


Assinado acordo para avaliação dos 'profs' sem a Fenprof

O Ministério da Educação e da Ciência (MEC) informou na noite desta sexta-feira que existe, "a partir de hoje, um novo modelo de avaliação de professores em Portugal"

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Como eu gostaria que fosse a minha avaliação...

Gostaria que a Inspecção Geral de Educação, na figura de uma pessoa com formação científica na minha área e com dois dedos na testa, me batesse à porta da sala de aula e entrasse quando bem entendesse.
Aulas assistidas com pré-aviso? Toda a gente faz. É uma palhaçada!
Sem avisos, sem planos, sem fichas, sem grelhas, sem calendários.
A aula funcionou ou não funcionou?
Ok.


Comentários da FENPROF (ADD - 12 de Agosto)

Sujeição às regras do SIADAP impede ruptura efectiva

Sem prejuízo de uma discussão aprofundada sobre o projecto ministerial de novo modelo de avaliação e da elaboração de um parecer a entregar no dia 23 de Agosto, no MEC, no âmbito da reunião negocial convocada para as 10 horas desse dia, a FENPROF não pode deixar de tecer, desde já, alguns comentários.
Assim, tendo em conta o conteúdo do documento recebido às 23.30 horas de 12 de Agosto, numa primeira e muito simples leitura, pode afirmar-se que:
  • A sujeição do regime proposto às regras gerais do SIADAP impede-o de se libertar de diversos procedimentos do modelo actual, limitando-se a alterar algumas das suas designações. Exemplos: as quotas surgem como percentis a ter em conta na atribuição de Excelente ou Muito Bom e os objectivos individuais passam a chamar-se Projecto do docente, ainda que mantendo o carácter facultativo já actualmente existente;
  • Há procedimentos cuja exequibilidade é duvidosa, designadamente a criação de uma bolsa de avaliadores com docentes de todos os grupos disciplinares (que, de acordo com o documento de princípios gerais apresentado pelo MEC, serão de escalões superiores aos avaliados) ou a avaliação externa depender de docentes de outra escola, uma solução já estabelecida anteriormente e que não foi praticável;
  • A ligação e implicações da avaliação na carreira num momento em que esta se encontra bloqueada levantam, no mínimo, dúvidas quanto à manutenção de um regime que, até por essa razão, deveria ser mais formativo e menos orientado para a gestão das progressões;
  •  Os docentes contratados só poderão ser apenas avaliados nos casos em que o seu contrato tenha uma duração mínima de 180 dias, o que poderá pôr em causa a contagem do tempo de serviço prestado em contratos de menor duração;
  •  O adiamento, mais uma vez, da consagração de uma solução para os inúmeros docentes que se encontram fora das escolas, exercendo a sua actividade em instituições dependentes de outros ministérios. O processo continuará a aguardar regulamentação futura com prejuízo para a contagem de tempo de serviço destes docentes;
  • Positivamente, assinala-se o alargamento da duração dos ciclos avaliativos, a limitação da observação de aulas, nos casos em que é obrigatória, ao último ano de cada ciclo, a substituição das grelhas de auto-avaliação por um relatório crítico da actividade elaborado sinteticamente;
  •  Por fim, tendo em consideração o regime de isenções proposto pelo MEC, bem como o tempo mínimo de contrato proposto para que haja avaliação, tudo indica que, finalmente, a avaliação deixará de ter qualquer implicação nos concursos dos professores, reivindicação que, há muito, vem sendo defendida pela FENPROF.
Na reunião de dia 23 de Agosto, haverá oportunidade de esclarecer muitos dos aspectos que, neste projecto não são claros, mas também de confrontar o MEC com um dos problemas principais que, de momento, preocupa os docentes: a situação de milhares de contratados que, em Setembro, ficarão no desemprego e de docentes dos quadros que não terão horário lectivo distribuído.

40 mil sem ADD


Link para a proposta de ADD

Link para a proposta de ADD (A Educação do meu Umbigo)

50 docentes para cada avaliador externo? :o

Artigo 21.º
Efeitos da Avaliação
1 - A obtenção de uma menção de Excelente num ciclo avaliativo determina uma bonificação de um ano na progressão na carreira docente, a usufruir no escalão seguinte.
2 - A obtenção da menção de Muito Bom num ciclo avaliativo determina uma bonificação seis meses na progressão na carreira docente, a usufruir no escalão seguinte.


A considerar estas bonificações, não haverá docente que não peça aulas assistidas, com receio de ficar para trás na lista... Acham mesmo que a bolsa de 2000 avaliadores externos será suficiente?

Gostaria mesmo que TODOS OS DOCENTES pedissem aulas assistidas no mesmo ano... Seria surrealista, não? Se considerarmos um universo de 100.000 docentes corresponderia a 50 docentes para cada avaliador externo! :o